Muitas pessoas usam uma bandeira com o seguinte pensamento: “pressão gera inovação”. Eu particularmente considero que esta idéia pode levar a um equívoco – que precisamos de sofrimento para o exercício criativo.
É claro que em algumas situações de crise, quando vemos nossos hábitos e limites dilapidados, naturalmente tendemos à busca de novas respostas e conseqüentemente, à frente de uma realidade reinventada. Contudo, não criamos porque existem as pressões, criamos apesar delas.
É bom lembrar então, que encontramos boas explicações para antigas perguntas que nos fazemos muitas vezes, quando nos perguntamos insistentemente, por curiosidade ou porque estamos a sonhar... É bom não esquecer também, que a capacidade de se indagar e observar o mundo a nossa volta é, antes de tudo, a maior fonte natural de inspiração criativa que temos a nosso dispor. É o olhar ingênuo que admira e reflete uma coleção de detalhes do que se mostra à nossa percepção, que dá a possibilidade de experimentação que descortina o novo.
Assim é criar, nem sempre na adversidade, mas invariavelmente por curiosidade de experimentar que desperta o olhar, o imaginar e alguma definição de finalidade, que transforma um sonho em verdade!





