Gênio Criador Editora

Gênio Criador Editora lança ‘Rupturas – Olhares criativos e novos tecidos conceituais’

Obra interdisciplinar reúne artigos de especialistas que promovem reflexões e novas visões sobre temas variados

Por Danilo Moreira

Já parou para pensar que muitos dos objetos, conceitos e formas de enxergar a vida e a sociedade nasceram de rupturas de modelos e padrões anteriores? De que forma esse processo tem acontecido em nosso cotidiano e quais reflexos já podemos sentir?

Essas e outras reflexões importantes estão presentes no livro Rupturas – Olhares criativos e novos tecidos conceituais, organizado pela Professora Doutora e Diretora Editorial da Gênio Criador Editora, Cleusa Sakamoto, e a Professora Doutora Regina Célia Faria Amaro Giora. A obra reúne artigos de renomados profissionais e estudiosos de diversas áreas como Comunicação, Cultura, Artes, Filosofia, Educação e Cotidiano. A ideia é proporcionar ao leitor a oportunidade de ampliar sua visão sobre diversos assuntos sob a perspectiva de olhares contemporâneos, fomentando novas possibilidades para o desencadeamento do processo criativo, além de tecer novos conceitos e formas de vivenciá-los.

A obra será lançada pela Gênio Criador Editora no dia 16 de março, às 16h, em um evento especial na Livraria da Vila – Jardim Pamplona Shopping (Rua Pamplona, 1704 - 2º andar – Jardim Paulista – São Paulo – SP). De acordo com Cleusa, o evento é o ápice de uma elaboração coletiva que reúne pesquisadores diferenciados, textos de excelência e conteúdo criativo. “Apresentaremos a obra aos leitores, que apreciam reflexões para abrir os horizontes de compreensão de assuntos atuais, sociais e de relevância científica. Será um prazer receber aqueles que valorizam ‘olhares criativos’ em nosso lançamento!”, destaca.

Rupturas-Genio-Criador-Editora

Livro interdisciplinar

Uma das principais características da obra é justamente a riqueza interdisciplinar que compõe as suas 424 páginas. Os 28 artigos foram agrupados em três áreas: Arte e Comunicação; Filosofia e Sociedade, além de Educação e Cotidiano. Regina conta que a publicação de um livro com textos acadêmicos nesse formato surgiu há 11 anos. “Como professora do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, senti a necessidade de partilhar o conhecimento novo que estávamos produzindo com um público mais amplo. Compartilhei a ideia com colegas e orientandos e todos concordaram que se tratava de uma boa proposta. O resultado foi excelente!”, comenta. Dez edições já foram publicadas – sendo as duas últimas lançadas pela Gênio Criador Editora.

“Participo como autora convidada em dez dos 11 livros coordenados pela Professora Regina até hoje, porque sou pesquisadora do tema Criatividade desde 1985 e, com a nossa Editora criada em 2017, temos tido a grande honra de publicar a produção deste grupo de pesquisadores nestes dois últimos anos”, afirma Cleusa.

Regina-GioraRegina Giora, uma das organizadoras do livro

Segundo Regina, este último livro teve o tema escolhido a partir da reflexão do momento crítico presente em todo o mundo. “Reunimos os pesquisadores que publicam conosco há muito tempo e convidamos outros que tinham propostas de textos interessantes. O resultado foi ótimo pois o livro apresenta assuntos variados com uma abordagem muito criativa”, explica a pesquisadora. Cleusa complementa: “Considero que esse livro é bastante especial, porque além de todos os textos estarem muito bem escritos, o leitor encontrará uma discussão que dá abertura para novos insights.”

Consumo colaborativo

O capítulo que abre a obra – Rupturas possíveis? Das emergentes práticas de consumo colaborativas sem trocas monetárias – aborda sobre as ressonâncias sociais dessas práticas emergentes. O estudo analisou duas plataformas digitais de interação social que costumam ser utilizadas para essa finalidade: Tem Açúcar? e Beliive (anteriormente denominada “Bliive”). “A ideia é expor o panorama empírico alcançado até o momento por meio da observação de discursos e usos dessas ferramentas. Fizemos os seguintes questionamentos: em que sentidos podemos ver nesses espaços emergentes a promoção de uma mudança social? Ela ocorre efetivamente? Qual é a sua natureza?”, comenta a pesquisadora e professora da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), Fernanda Elouise Budag, autora do capítulo.

O tema do artigo é objeto de estudo do seu Pós-doutorado em Comunicação e Práticas de Consumo que cursa na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “O interesse em estudar sobre esse assunto foi despertado justamente pelo caráter alternativo dessas práticas observadas. Quando digo ‘alternativo’, refiro-me ao sistema capitalista vigente, que sempre coloca o dinheiro como mediação entre as trocas, portanto, sempre comerciais”, explica.

Fernanda-BudagPesquisadora realizou estudo sobre consumo colaborativo

De acordo com a especialista, um dos principais desafios na composição do artigo foi não deixar o texto datado, já que o mundo digital, abordado no texto, está em constante avanço e transformação. “Chama a atenção os resultados que obtive no estudo: os aspectos de nostalgia, sociabilidade e solidariedade envolvidas nas práticas exercidas nas plataformas de consumo colaborativo analisadas”, afirma.

Fernanda faz um convite aos leitores para conhecer o livro. “É uma obra bastante contemporânea, atenta a movimentos sociais atuais e, portanto, merece uma leitura cuidadosa de quem está preocupado com questões de nossos tempos – com um olhar para o futuro”, comenta a especialista.

Crianças e a relação com o dinheiro

O livro também aborda questões econômicas, tendo recortes interessantes, caso do capítulo Crianças e o dinheiro: rupturas e similaridades na vida econômica infantil, que discute sobre como os pequenos atribuem significado aos elementos pertencentes ao mundo econômico, apresentando as rupturas e similaridades encontradas ao observar as concepções dos adultos sobre esse assunto. O artigo foi escrito pela Professora e Pesquisadora do Programa de Pós Graduação em Sociedade, Ambiente e Qualidade de Vida da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Iani Dias Lauer-Leite, em coautoria com a Professora Doutora Celina Maria Colino Magalhães, Titular do Programa de Pós Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Iani explica que a vida econômica das crianças foi tema da sua tese de Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento (Psicologia) na UFPA. A especialista conta que durante o processo de investigação da literatura já publicado sobre o assunto, encontrou diferenças e semelhanças na forma de pensar economicamente entre crianças e os mais velhos. ”No meu estudo, que tratou da estrutura multidimensional do significado do dinheiro para crianças, achei domínios de significado que eram iguais aos dos adultos e outros diferentes”, relata.

Iani-Lauer-LeiteIani é uma das coautoras do artigo

Segundo a pesquisadora, para produzir o capítulo foi necessário refletir sobre as rupturas no processo histórico de estudo da vida econômica das crianças. “Todo objeto de estudo, se pensado historicamente, apresenta momentos de ruptura. O desafio foi pensar meu tema a partir dessa perspectiva, não abordada na tese”, conta.

De acordo com Iani, o livro interdisciplinar convida o leitor a repensar vários temas de diversas áreas, por meio da concepção de que as rupturas ocorrem em qualquer área do conhecimento e podem promover processos criativos. “É um conjunto precioso de textos que promovem o pensamento interdisciplinar”, afirma.

Adolescência em foco

A adolescência já é, por sua natureza, uma fase de intensas transformações e desafios, e essa faixa de idade e é um dos temas também presentes no livro. O capítulo Rupturas na Adolescência e Sociedade: concepções sobre ser jovem é fruto de um estudo com adolescentes pelos pesquisadores Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo, Antonio Augusto Pinto Junior, Helena Rinaldi Rosa e Hilda Rosa Capelão Avoglia.

Leila conta que a equipe pensou em abordar esse tema com base nos estudos que a especialista tem coordenado sobre o assunto. “Consideramos que os adolescentes que cometem ato infracional têm, de fato, uma ruptura em seu desenvolvimento, com todas as implicações psicossociais do processo. Ao mesmo tempo, o capítulo se configurou como uma oportunidade de divulgarmos dois recursos utilizados nas investigações com esse grupo: o Teste do Desenho da Casa-Árvore-Pessoa (HTP) e o Procedimento de Desenhos Temáticos [que foi tema de um estudo publicado pela autora em 2013]. Dessa forma, demos a palavra aos próprios jovens, e as situações por que passam”, explica a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), que é Livre Docente e Bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leila-Antonio-Helena-HildaLeila, Antonio, Helena e Hilda produziram capítulo sobre rupturas na adolescência

Leila afirma que a equipe trabalhou bastante para apresentar um capítulo que contivesse o resumo das investigações e que expressasse a experiência dos autores e dos adolescentes participantes. “O processo compreensivo é o mais relevante, ou seja, visamos contribuir para o entendimento dessa conduta, de forma a refletir sobre propostas de prevenção, as mais amplas que sejam possíveis”, conta.

A pesquisadora faz um convite aos leitores, bem como aos especialistas que trabalham com jovens para saberem mais sobre o assunto. “O capitulo aborda um tema tão atual e que nos instiga como profissionais de Saúde e Educação em nossa tarefa de compreender e atuar, com embasamento e ética, para melhorar a vida das pessoas, em especial, dos jovens que representam o nosso futuro”, destaca.

A lâmina que gera inovação

O livro também apresenta reflexões no campo das Artes. O artigo O corte da lâmina na Cultura: rupturas para a inovação na linguagem visual, escrito pelo Professor no Programa de Pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Marcos Rizolli, apresenta estudos sobre três artistas em distintos momentos da História da Arte: Masaccio no Renascimento Italiano; Paul Cézanne no Modernismo Francês; e o próprio autor (que é Pós Doutor em Artes pela UNESP, é artista visual, curador independente e crítico de arte) no período contemporâneo.

“Como professor de Arte (em 22 anos ministrando pintura na PUC-Campinas e 17 anos de Mackenzie no ensino de Pós-graduação) sempre me interessou pensar a formação do artista: seu tempo e a cosmovisão de época; sua expressão e a microvisão criativa”, conta Rizolli. O tema apresentado no capítulo tem origem na tese de Doutorado em Comunicação e Semiótica, que o docente defendeu em 1999 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Marcos-RizolliMarcos reflete sobre inovações na linguagem visual

“A ideia metafórica apresentada no título – o corte da lâmina na cultura – é nova e se refere à lâmina da foice, que corta a vegetação. Penso que os artistas, ao provocarem rupturas no sistema da arte exercem justamente essa ideia de corte, promovendo inovação”, explica o autor.

Ele conta que seu maior desafio na composição do artigo foi pensar sobre a linguagem “de dentro para fora”, recurso que ele atribui ao conhecimento semiótico adquirido tanto na Pós-graduação na PUC-SP, cuja orientadora foi uma das maiores referências no assunto, Lúcia Santaella, como na pesquisa que realizou na Universitá Degli Studi di Bologna (Itália). “É fascinante perceber o que e quanto um artista mobiliza na linguagem – para muito além do fazer – enquanto cria e produz”, explica.

Tecnologia que transforma

As transformações em decorrência das tecnologias também são pauta da obra, como é o caso do capítulo “Revolução 4.0: transição ou ruptura?”, de autoria do Professor de Administração e Consultor em Educação Corporativa, Mousar Casanova. O artigo discute os impactos e transformações que a nova onda tecnológica produz na sociedade, na Educação e no mercado de trabalho. ”O capítulo faz uma reflexão sucinta sobre o papel da Educação na preparação das pessoas e no desenvolvimento de competências que sejam difíceis de serem substituídas pelas máquinas”, explica Casanova.

De acordo com o especialista, as transformações que a Revolução 4.0 vai produzir podem, a princípio, parecerem óbvias. A complexidade desse processo emerge ao analisar sua extensão e profundidade, pois as características são diferentes das demais por conta da velocidade, amplitude, profundidade e impacto sistêmico. “Não parece ser uma transição, ou seja, a passagem de um lugar para outro, mas de uma ruptura, uma quebra, uma interrupção da passagem e, nesse caso, precisamos construir a ponte para atravessar do lugar que estamos para alcançar o outro lado”, afirma.

Mousar-CasanovaMousar analisa a Revolução 4.0

Casanova conta que o interesse pelo assunto surgiu por conta da sua atividade como consultor em Educação Corporativa e palestrante em organizações, na qual discute temas sobre Gestão de Negócios e Liderança. “Quando olhamos para um horizonte de curto prazo, como o ano de 2030, por exemplo, estudos apontam que cerca de 60% das atividades profissionais podem ser automatizadas e, apesar de variar de um país para outro, a situação é inevitável”, explica o especialista, que também reflete sobre os impactos dessa revolução na Educação: “Vejo ainda um grande desafio na formação de nós, educadores, pois acredito que ainda continuaremos sendo o referencial em experiência e que poderá conduzir nossos alunos a uma reflexão crítica de mundo”, afirma.

Ele destaca que há um desafio enorme sobre como preparar as pessoas que estão no mercado de trabalho para repensarem suas atividades profissionais, bem como capacitar as futuras gerações para essa grande ruptura. “Viveremos a fusão da tecnologia com o ser humano, aspectos digitais e biológicos. A Revolução 4.0 é caracterizada por mudanças que rompem de maneira abrupta com padrões processuais e comportamentais da sociedade. Portanto, convido você, leitor, a fazer parte dessa reflexão”, destaca.

Experiência gratificante

Os autores entrevistados também comentaram sobre como foi publicar seus artigos por meio da Gênio Criador Editora. “A experiência pode ser resumida em duas palavras: tranquila e gratificante”, afirma Fernanda, destacando que o processo de publicação ocorreu tranquilamente. “Tenho em mãos uma obra de qualidade ímpar”, assinala.

Iani também reforça a boa experiência que teve em publicar com a Editora. “Foi excelente. Tive informações concretas e prazos factíveis, além de perceber agilidade em todo o processo”, afirma. Casanova também destaca o profissionalismo da empresa. “Além da seriedade, oferece um ambiente muito receptivo à troca de ideias, o que favorece o processo de criação”, pontua.

Rizolli também comenta sobre o que mais agradou no processo de publicação. “Me sinto prestigiado. Sempre obtive um atendimento para lá de atento e gentil. Vale citar o nível editorial, cuja editoração e produção gráfica são impecáveis”, explica o autor, que já participou de outras coletâneas publicadas pela Gênio Criador Editora, como ”Criatividade e Longevidade – um olhar da Educação, Arte e Cultura”, lançado em 2017.

Leila também comentou sobre as organizadoras Cleusa e Regina. "Parabenizamos a vocês pela iniciativa e por terem conseguido viabilizar a proposta. O livro está aí, atestando essa conquista de vocês e todos os autores”, destaca.

Como uma das organizadoras do projeto, Regina manifesta o desejo da equipe em dar continuidade para a produção de obras como essa e destaca a parceria com Cleusa. “Ela é uma das nossas pesquisadoras e conhece muito bem a importância do sonho que embalamos há anos. Que maravilha tê-la também como editora!”, afirma.

O livro possui, ainda, a colaboração de outros pesquisadores, que abordam sobre temas como: racismo, violência, música, grafitti, jornalismo, entre variados assuntos. Cleusa, em nome da Editora, comenta sobre o trabalho realizado. “Estamos muito felizes com a publicação deste livro. Essa obra significa um fortalecimento do trabalho realizado pela Gênio Criador, que tem estreitado laços com autores já conhecidos e iniciado novas parcerias com aqueles que publicaram conosco pela primeira vez. Agradecemos a participação de todos que nos presentearam com seus textos magníficos e desejamos que a obra traga bastante visibilidade para a discussão das ideias apresentadas”, afirma a Diretora Editorial.

Ela também manda um recado ao público: “Esperamos que desfrutem dos conteúdos e sejam estimulados de modo criativo a pensarem novas perspectivas para as mudanças, que provocam rupturas conceituais nos diversos campos do saber”, reforça.

Livro-Rupturas-Divulgacao-Genio-Criador-EditoraDivulgação do evento de lançamento do livro

Gostou? Então venha conferir a obra de perto e ainda conversar com autores. Anote na agenda o evento de lançamento do livro Rupturas – olhares criativos e novos tecidos conceituais:

Data: 16/3/2019
Horário: das 16 às 19h
Local: Livraria da Vila (Jardim Pamplona Shopping)
Endereço: Rua Pamplona, 1704 – 2º andar, Jardim Paulista – São Paulo (SP) – CEP: 01405-002

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